Porque sem ele, não teríamos saído da Idade da Pedra. Com amor, respeito e opinião tudo se resolve, tudo evolui...

18
Abr 13

 

Fantástica história para os não crentes. Fenomenal relato para os que acreditam. Independentemente do que acreditarem, no fim há duas coisas que ficam:

1- Existe sempre a esperança e ela é sempre a última a morrer.

2- O Mundo pertence mesmo ás crianças e ás suas verdades puras e honestas.

 

O livro conta a história verídica de um menino que aos 4 anos se encontra ás portas da morte devido a uma apendicite e que durante a intervenção cirúrgica, e embora não chegando a morrer, tem uma espécie de experiência paranormal onde a sua alma viaja até ao céu e ali encontra-se com Jesus, Deus e familiares já falecidos que nunca chegou a conhecer em vida.

A mim, embora seja um não crente, tocou-me pela simplicidade, honestidade e normalidade dos relatos da criança que ao longo dos anos seguintes vai contando aos seus pais a sua vivência neste acontecimento.

Um livro que se lê muito facilmente, bastante acessível ao entendimento de qualquer um e que nos deixa a pensar e acreditando ou não, deixa-nos uma esperança na vida... e um conselho. Acreditem ou não que O Céu Existe Mesmo, pratiquem a bondade, o amor e a ajuda e descobrirão que o Céu, pode ser mesmo aqui nesta Terra.

Boas leituras.

publicado por Alvaro Faustino às 21:25

01
Abr 13

Dia 14 de Fevereiro, para muitos um dia de felicidade e troca de presentes. O Dia dos Namorados. Também eu já o festejei e foi dia de partilha de presentes com a minha actual esposa, mas não este ano. Neste ano de 2013 foi o dia em que o Mundo fugiu dos nossos pés e tudo pareceu ruir.

Depois de toda a ansiedade e receios anteriores aos exames e consultas, ao final do dia foi neste local que tudo pareceu real.

 

 
Ouvi a notícia sereno, talvez alienado da verdadeira realidade. Sem esboçar um rasgo de medo ou anseio, tristeza ou sentimento de ódio pela vida, levantámo-nos do consultório, marcamos as novas consultas e saímos do hospital em direcção a casa.
E foi aqui que não aguentei. Encostei-me a esta árvore, a minha esposa a mim e chorei, desabafei para o mundo. Coloquei em palavras e lágrimas tudo o que me ia na alma enquanto a neve caía e o frio me congelava a cara molhada pelas gotas de água que me caíam e que chegavam ao chão, já duras de gelo. Aquele tronco segurou-me e amparou-me na hora mais difícil da vida. Deu-me a força para enxugar os olhos molhados, pegar nas mãos da minha esposa e dizer que vamos conseguir, que vamos superar as dificuldades da vida juntos, pela nossa pequena filha e por nós. Deu-me energia para continuar o caminho para o nosso lar, para seguir em frente, e para a partir daquele momento falarmos abertamente do nosso problema e da doença que tinha sido diagnosticada à minha companheira de vida. Preciso de ser forte para lhe dar força a ela e é isso, que aqueles minutos, encostados aquela árvore me deram, a chorar e a congelar num dia de queda de neve forte. Foi provavelmente a melhor coisa que fiz inconscientemente.
Hoje, já com a operação realizada e com a perda física da amputação da minha companheira e amiga, gánhamos em amor, amizade e companheirismo para partilhar, entre nós, com a nossa filha e com futuros rebentos, que de uma maneira ou de outra havemos de criar. Estamos prontos, sempre prontos para o passo seguinte. 
 
O Cancro é, para além de uma doença que nos pode transformar fisicamente, com uma (im)provável cura que é dura, doentia e extenuante, é também uma doença que nos ataca psicologicamente como uma seta que atravessa a pele e nos esventra as entranhas. Que nos tira o chão debaixo dos pés e nos coloca nos ombros o peso do Mundo. Os doentes de Cancro sofrem, mas quem com eles está também, mas mais calados, mais silenciados para que tenham sempre a força necessária para partilhar com a sua amada. Mas estamos orgulhosos do nosso bem-estar mental que atingimos. Não nos escondemos, sempre falamos abertamente sobre o assunto, sempre como se fosse a coisa mais natural da vida, que em certa maneira até será, pois as dificuldades e as más surpresas fazem parte dela.
 
Depois disto passar, de vencer e retomar o caminho que traçamos, prometo aqui a quem ler e em pensamento aquela árvore, que coloco uma vela junto daquele "pilar" para que outros que possam vir a precisar, terem a luz de um local que os possa amparar e segurar, tal como nos fez a nós. As tuas raízes seguram-te ao chão, os teus ramos parecem segurar os céus, mas foi o teu corpo que me segurou e aqueceu naquele dia branco, frio e de neve.
 
Alvaro Faustino, casado com uma lutadora contra um Cancro de Mama.
 
 

 

publicado por Alvaro Faustino às 23:05

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