Porque sem ele, não teríamos saído da Idade da Pedra. Com amor, respeito e opinião tudo se resolve, tudo evolui...

26
Mai 13

 

É este o titulo de mais uma obra lida de Pedro Miguel Rocha. Um livro pequenino que se lê em algumas horas, mas com uma história fantástica de um homem que se afasta da sociedade devido aos problemas que lhe aparecem na vida. O enredo é curto mas tem muito que se lhe diga, desde uma traição mal explicada da sua esposa, à morte da sua filha no estrangeiro e a uma história mal contada sobre a vida de sua filha e com segundas intenções, terminando numa acusação de homicídio. A acção passa-se na Galiza mas durante a leitura viajamos também ao Porto, local onde o nosso personagem viveu e partiu para estar na solidão de um rochedo em frente ao mar. Assim se passam 15 anos até que a vida lhe reserva um inesperado futuro.

 

Para além de uma história de intriga e solidão, mais uma vez é um livro que transpira amizade e esperança nos humanos e que põem em causa as coisas que realmente são mais importantes na nossa existência neste Mundo. Esta parece ser aliás, o estilo de escrita de Pedro Miguel Rocha. Primeiro leva-nos para um cenário, que embora fictício, representa de algum modo o nosso dia a dia, com todos os seus problemas, preocupações e prioridades mas que mesmo assim consegue transmitir a esperança de um Mundo melhor. Esperança na Humanidade, na mudança de estilo de vida e prioridades para um Mundo mais justo e melhor. E este é um livro que nos torna eremitas na nossa própria mente e que nos alimenta com força de vontade para mudar o futuro. O primeiro passo para uma mudança de mentalidade e de tipo de sociedade reside em nós mesmos.

 

Não posso deixar de agradecer ao próprio autor, a oferta que foi este livro sem sequer nos conhecermos pessoalmente. Um gesto real e de amizade, digno da lição que nos transmite nos seus textos e nas suas obras, numa altura difícil e de luta na minha vida. Mais uma vez, o meu obrigado e as minhas palavras a esta sua obra que guardarei com estimado e especial carinho.

 

Boas leituras.

publicado por Alvaro Faustino às 16:15

20
Mai 13

 

Uma Burqa Por Amor de Reyes Monforte, conta-nos a história real de Maria, uma espanhola a viver em Londres e que casa por amor louco com um afegão. O decorrer da vida leva-a ao Afeganistão por três vezes onde tem os dois filhos, num país sem sistema de saúde e onde a mulher não pode recorrer aos médicos, nem sequer praticar a medicina ou a enfermagem. Uma história verídica onde a mim me mostra que as decisões tomadas com o coração nem sempre são as melhores. Embora não tenha sofrido directamente com o regime talibã na altura, excepto a aceitação das leis e da burqa, conheceu a sogra e uma vida miserável na aldeia do marido. Pior que os talibãs, talvez mesmo uma sogra que nunca a aceitou totalmente e de tudo fez para lhe dificultar a vida e a dos filhos.

Não sairia do país sem a companhia do seu marido e nem o podiam fazer mesmo que o quisessem pois numa das viagens ao país foram-lhes roubados os passaportes e o dinheiro na fronteira com o Paquistão, impedindo assim Maria de voltar a Espanha. Passou assim dois anos presa no país, ás mãos de uma sogra cruel, sem dinheiro e documentos, na miséria e trabalhos pesados. Passou pela guerra na aldeia e pelo regime apertado dos talibã em Cabul, onde conseguiu a muito custo e com a ajuda de uma irmã e de um polícia espanhol na Embaixada os tão desejados documentos para ela e para os filhos... apenas para eles, tendo de deixar o marido para trás por ser afegão. O seu regresso a Palma de Maiorca apenas durou dois meses, regressando de novo ao Afeganistão com os dois filhos para estar ao pé do seu marido de quem não conseguia estar separada e para o tentar ajudar, mas as dificuldades voltaram e depois de um ano de novo nesta vida miserável,de novo sem dinheiro para voltar e grávida do terceiro filho, não conseguia ajudar o seu marido e então, com a ajuda de uma ONG e de um empresário de Palma, conseguiu de novo regressar a Espanha onde acabou por abortar aos 5 meses de gestação devido a complicações e uma grave infecção. Mais tarde e com a mesma ajuda da ONG, reencontrou o seu marido em Espanha.

 

Todas as decisões tomadas por Maria foram tomadas com o coração, o que a levou por três vezes a cometer o mesmo erro. Sim, o amor é importante e deve ser tomado em conta numa relação, mas o nosso bem-estar e principalmente dos nossos filhos também devem entrar na ponderação das nossas decisões. Sim, erros cometem-se e desculpam-se, mas a insistência no mesmo erro, com prejuízo para a nossa saúde e vida e também pelo dos outros que sem culpa, sofrem também com as nossas decisões, tornam-nos provavelmente loucos e sem discernimento.

Amar é importante, mas viver também.

 

E assim, acabo mais um livro, do qual retiro uma importante lição. As decisões devem ser ponderadas entrea razão e o coração, não apenas para o nosso bem, mas também pelos que nos rodeiam. Este é o verdadeiro sacrifício do amar.

 

A todos, boas leituras.

publicado por Alvaro Faustino às 11:40

12
Mai 13

 

Por onde começar com a opinião do livro Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar de António Lobo Antunes? Nem sequer sei bem. A estrutura do livro é dividida como uma corrida de toiros com os seus tércios e sortes supremas. A acção passa-se no Ribatejo numa quinta de toiros e pelo que se entende, no leito da morte da mãe num Domingo de Páscoa ás três da tarde. A história vai passando como se fosse contada por cada um dos irmãos e pela própria mãe. Embora seja uma história de uma família, corremos o risco de pensar que é uma história pela qual o autor passou, tal são as vezes que fala de si mesmo no livro.

Desde o vício de jogo do pai no Casino que arrasa a fortuna da família, passando pela doença e morte da mãe, pela história de cada um dos irmãos e seus nascimentos e acabando pela nunca reconhecida meia-irmã da falecida mãe que tinha o papel de governanta da casa e cuidava dos filhos, é um livro para se ler com atenção e mesmo assim corremos o risco de ficarmos confusos durante o desenrolar da história.

 

Pessoalmente não gosto, por mais que digam que esta é a melhor história do autor e por muito que o titulo me seja chamativo. Muitos jogos de palavras, insinuações, meias-palavras, voltas atrás e voltas à frente, trocas de narrador, tornam o livro um pouco difícilde ler e compreender. É um livro para se ler com tempo, com cabeça e com atenção. Não é um livro de leitura fácil, até pelo contrário. É um livro para quem tem tempo de o ler lentamente e bem atento às palavras e frases que compõem a história, que não deixa de ser uma história interessante sobre uma família, os seus problemas, os seus sonhos, pesadelos e vivências, tão reais em outras famílias por esse mundo fora.

 

Boas leituras.

publicado por Alvaro Faustino às 14:47

09
Mai 13

 

Histórias à volta dos Maias não são recentes. Desde há muito tempo que se escreve sobre este povo desaparecido da América do Sul, suas lendas, profecias e tradições. Este romance é de 1993 e conta-nos as aventuras de uma pessoa normal, que de repente se vê numa grande aventura em terras peruanas em sucessivas coincidências, encontros e intuições na busca de nove manuscritos e a sua compreensão.

 

Com explicações metafísicas e espirituais, também as tem mais terrenas. Embora na minha opinião a vida não pode evoluir, ser vivida e explicada apenas com a compreensão das coincidências e intuições por que todos passamos na vida. Viver a vida é muito mais que isso. Mas de uma forma geral e tal como sugere o resumo do livro, é um livro "para mudar a vida". De certa forma remete-nos para uma aprendizagem espiritual do sentido da nossa própria vida, porque ela é mais complicada, por mais simples que nos possa parecer.

 

É de uma leitura agradável, óptima para ler antes de deitar ou de manhã ao acordar, pois consegue-nos dar uma força e clareza do dia que se avizinha a seguir. Como curiosidade do mesmo, no final de romance há possibilidades do porquê do desaparecimento dos Maias e até mesmo dos supostos milagres de Jesus. Tudo está na forma, nível de compreensão e uso da energia que nos rodeia diariamente, mas aqui já entramos verdadeiramente no campo da especulação, mas que não deixa de ser curiosa e até plausível no enquadramento do romance. Uma outra forma de ver as coisas, já que a lenda destes manuscritos maias existe. E como sabemos, há muita coisa que a Ciência Moderna consegue hoje explicar e demonstrar sobre as lendas e escritos antigos, como por exemplo a explicação e demonstração da Fisica sobre algumas coisas reveladas por estes manuscritos Maias, especialmente a ilusão de um Mundo estável e compacto, quando a matéria é activa, vibra e interage continuamente sem que nos apercebamos, dando assim esta ilusão de estabilidade da matéria.

 

Um livro para ler e reflectir e quem sabe, para nos mudar a vida, ou pelo menos a forma de a encarar ou compreender o que provavelmente será pergunta mais usada por nós... Porquê?

Boas leituras.

publicado por Alvaro Faustino às 10:57

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