Porque sem ele, não teríamos saído da Idade da Pedra. Com amor, respeito e opinião tudo se resolve, tudo evolui...

07
Ago 11

Férias, férias. O melhor momento do ano e no entanto tão curto e fugaz. Ficam as fotos para recordar as memórias. O tempo não ajudou em nada uma ida à praia. Não pela falta de sol, mas as nortadas vieram mais cedo e fortes. Andava tudo pelo ar. Até carros de bebe... felizmente sem o dito.

 

 

A melhor companhia destas férias. A nossa filha habituou-se muito bem á mudança de clima e nem se ouviu no avião. Tomou o leite e dormiu a viagem toda.

 

 

 

Recorda-mos o Sea Life Porto, desta vez com as nossas sobrinhas.

Ficaram maravilhadas com tanta "sardinha" e deslumbradas com os tubarões e raias.

 

 

Desta vez vimos as novas aquisições do aquário. Caimões, piranhas, rãs tropicais, enguias eléctricas, cobras...

 

 

Ainda muito pequenina para se lembrar, mas assim temos a desculpa para lá voltar um dia, quando ela for maior.

 

Zoo de St. Inácio, situado numa quinta de mesmo nome em Vila Nova de Gaia. Um local lindo, lindo para se passar um dia com as crianças. Aqui com a nossa afilhada mais velha.

 

 

Animais de toda a espécie. Desde cães da pradaria, passando pelos hipopótamos pigmeus, pelas avestruzes...

 

Abutres, cangurus e animais de quinta...

 

 

... como os porquinhos, póneis e cabrinhas.

 

 

Mas o mais espectacular de tudo são as aves, tanto em cativeiro...

 

 ... como em liberdade.

 

 

Mochos, corujas ou águias.

 

 

 

Tudo andava em liberdade pelo meio das pessoas. Falcões, abutres e até galos selvagens fizeram uma visita.

 

A parte mais "nojenta" para as senhoras. A demonstração de cobras e lagartos.

 

Foi a primeira vez que toquei numa cobra e para espanto meu foi uma sensação totalmente diferente daquela que imaginava.

 

 

 

Julgava eu ser uma coisa escorregadia e húmida, mas fiquei surpreso quando a pela da cobra se revelou seca e lisa. Tal como se estivesse a tocar em borracha.

 

 

 

Uma experiência boa. Mas isto não foi só passear pelos parques e cidades da minha zona. Não.

Fomos também para uma coisa muito importante na vida de uma pessoa. Baptizar a nossa filha.

 

 

 

 

Não é para me gabar, mas portou-se muito bem. Foi a criança que melhor se comportou durante a cerimónia. Mas claro que era perfeitamente normal se assim não fosse, afinal ainda não passam de bebes.

 

E assim foram as duas semanas que passamos em Portugal.

 

 

 

Rápidas e curtas, mas bem aproveitadas. Na viagem de regresso, viemos na companhia dos meus pais. Vieram uma temporada para nos ajudar a cuidar da Lisa, já que, só tem vaga para a creche em Janeiro do próximo ano. Assim podemos ir descansados para o trabalho, sem a preocupação da menina estar numa ama. Ainda bem que assim é. 

 

 

publicado por Alvaro Faustino às 21:02
sinto-me: revigorado

21
Ago 10

As férias acabaram. Os dias passados em Portugal foram poucos (são sempre) mas bem aproveitados. No meio de centenas de fotos e dezenas de vídeos, estas foram as imagens que escolhi para resumir o tempo de férias passado. Os vídeos serão apresentados mais tarde, já que é preciso editar e fazer uploads. Mas por estas fotos e palavras seguintes, já vos deixo com uma boa imagem das férias e, penso também que, com alguma água na boca.

  

 

Praia foi o prato principal. Para começar era preciso ganhar alguma cor. Aproveitando as manhãs, mais frescas e menos perigosas em termos solares, fomos trocando o branco pelo bronzeado.

Nos últimos dias de praia fomos surpreendidos pela passagem de dois Canadair´s. Infelizmente era a notícia de todos os dias. No inicio da nossa descida final para o Porto, algures no Gerês, através das janelas do avião podemos ver os montes a serem engolidos por chamas. Talvez por ser já noite quando chegamos, a imagem tornou-se mais dantesca. Na viagem de regresso, já de dia, o cenário era o mesmo no Norte de Portugal. Mais colunas de fumo, mais incêndios, mais terra queimada.

  

Aproveitando a coincidência deste ano de apanharmos a festa na aldeia, reencontramos alguns amigos e familiares. Não deu para todos que em tempos de férias parece que o relógio anda mais depressa. Mas em geral deu para conversar um bocadinho com todos.

  

Na semana seguinte fizemos um cruzeiro pelo Douro. Com partida do Cais de Gaia até a Peso da Régua e volta de comboio. Através do cruzeiro e pelas margens do Douro foram-nos chegando imagens aos nossos olhos. Imagens essas difíceis de esquecer, mas capturadas pelas objectivas.

  

 

Desde as praias fluviais de Gaia, Gondomar, Castelo de Paiva e adiante...

 

... até ás eclusas das barragens. Maravilhas da engenharia e construção portuguesas. Vendo o funcionamento destas estruturas por dentro e sentindo a tecnologia no local e com todos os sentidos.

 

Logo a primeira, a pequena grande eclusa de Crestuma-Lever, com os seus 15 metros de altura e uma porta a fazer lembrar a entrada em território do King Kong...

 

E a segunda e última antes da Régua. A eclusa da barragem do Carrapatelo. Um monstro de aço e betão com cerca de 35 metros de altura. Uma impressionante experiência.
 
Uma altura assustadora, que rapidamente (cerca de 20 minutos) iria ser vencida pela força da água. Tudo isto para subir, dentro de um barco, fechados dentro de uma espécie de bacia de betão e portas de aço, onde a diferença entre montante e jusante é de cerca de trinta e cinco metros.
 
 
Pelo meio, fabulosas paisagens do rio e das suas margens, a fazerem lembrar um qualquer país que não o nosso. Mas podem crer que isto pode ser visto no nosso Portugal. Podem e devem. Devemos conhecer o nosso país antes de nos sentirmos curiosos pelos outros, para que quando nos deslocarmos ao estrangeiro, podermos defende e dar a conhecer, a beleza do nosso.
 
Depois da barragem do Carrapatelo, antes de avistarmos o Peso da Régua, começamos a ver as famosas vinhas onde é produzido, o mais que famoso e conhecido mundialmente, Vinho do Porto. E não só, pois também se produz outros aromáticos e saborosos vinhos, que tivemos oportunidade de beber durante o almoço a bordo do barco.
 
E finalmente o nosso destino. Peso da Régua, com a sua característica imagem de uma conhecida marca de Vinho do Porto. Depois da nossa chegada á cidade, tivemos algum tempo livre para passear e visitar alguns pontos antes de nos deslocarmos á estação de comboio.
 
A segunda parte, a volta para o Porto, é feita de comboio. Percorrendo em alguns troços as margens do rio Douro, esta viagem é feita até á Campanhã por este meio de transporte.
 
Assim termina a primeira semana de férias.
 
  
Aproveitando o facto de estarmos em Portugal no fim de semana em que comemoramos o nosso sexto aniversário de casamento, tinha planeado uma surpresa. Uma surpresa inesquecível.
 
Depois de um jantar romântico em restaurante todo pimpão, daqueles todos chiques onde nem é preciso encher o copo da bebida tão a ver, tinha também reservado um quarto igualmente em hotel todo fashion para passarmos umas segundas núpcias. Ou se virmos bem, as primeiras, já que quando casamos não tivemos possibilidade para uma noite de núpcias digna desse nome, embora não me queixe.
 
 
Varanda com vista para o rio e para a cidade mais bonita que conheço, Vila do Conde...
 
Com cocktail a dois no bar do hotel e garrafa de champanhe no quarto á nossa chegada...
 
... e  pequeno-almoço servido no quarto, com vista para o amanhecer sobre a cidade, o melhor viria depois nessa tarde.
 
Também previamente pensado, tinha marcado uma sessão no SPA do hotel. Com direito a piscina, jacuzzie o melhor, a cereja em cima do bolo, uma exfoliação á pele com sais marinhos e uma relaxante massagem nas costas e pernas, para os dois. Num ambiente calmo, cheio de velinhas de cheirinhos, música toda zene chazinhos de sabores relaxantes, tiramos de cima o cansaço de quase dez anos (o tempo que estamos juntos) de trabalho e luta para termos, hoje uma vida melhor.
 
Assim continuemos para termos os nossos sonhos realizados, embora se calhar nas próximas férias com mais umas massagens e chazinhos todos zen.
 
É que gostei pá.
publicado por Alvaro Faustino às 22:30
sinto-me: descansadinho

17
Out 09

É incerto, sem dúvida, mas também é previsível, conforme as atitudes que vamos tendo e percebendo dos outros. A soma disto tudo, leva-me a ter a sensação que o próximo ano será um tanto diferente e muito, muito incerto.

 

Portugal é o que se sabe com as últimas eleições e seu resultado. Um governo que não prima pelo diálogo e em minoria no parlamento. A oposição também é o que se sabe, faz aquilo que é mais fácil. Ser contra as medidas do partido no poder. Até poderá ser a medida mais correcta e justa, mas são contra por serem oposição.

 

Holanda está a ser "invadida" pelos novos países da União. As empresas estão com a confiança em baixo. Cada vez é mais difícil estar com um trabalho certo. E quem o perde, tem de concorrer com estes novos países que aceitam mais por menos. O governo está a começar a tomar medidas para combater a "invasão" destes países, tornando mais difícil a vida de quem já aqui estava.

 

A coisa boa que tenho a meu favor é a já legalização consumada á já algum tempo, mas neste momento estou preocupado com a chegada do final do meu contrato. três anos estão a acabar e vejo que a empresa não está a passar ninguém para os quadros. É difícil encontrar um bom trabalho, pago conforme o justo.

 

Sei também que noutros países europeus as coisas também não estão fáceis, pelo que tenho lido noutros blogues de emigrantes que tenho encontrado. É uma crise que já está a acabar, mas como disse um economista, só a iremos sentir socialmente depois dela passar, num momento que ninguém esperará, uma vez que será numa altura em que a economia estará a crescer.

 

É lutar pela vida, porque voltar ainda está fora de questão. Tracei um plano de vida neste lugar, quero cingir-me a ele o mais possível, porque o futuro no meu país, infelizmente, é mais incerto.

publicado por Alvaro Faustino às 22:23

16
Out 08

 

É com esta imagem que quero recordar a minha última estadia em Portugal. Castelo de Almourol, em pleno rio Tejo. Para mim, o mais bonito castelo de Portugal.

 

 

Sei que é dificil de ver, está assim um pouco para o fugido, mas é normal, uma vez que passou por mim a mais de 200 km/h. Um carro de Fórmula 1 em pleno centro da cidade, não é coisa que se veja todos os dias, pois não?

Ora vejam o vídeo.

 

 

 

Aqui foi o meu S. João aqui em Roterdão. Bem, claro que não, mas aproveitei a coincidência de ser no mesmo dia para relembrar essa festa que tanto gosto.

 

Isto foi a Inauguração do Cruzeiro Eurodam, um novo barco das Linhas Holandesas-Americanas.

 

 

 

Como vêm, eu não me esqueço de vós. Só que dantes era mais dificil ter internet. Agora, sendo mais fácil, escrevo mais vezes e mostro-vos uma pequena sensação do que é estar aqui.

publicado por Alvaro Faustino às 19:59

11
Jun 08

10 de Junho de 2008

Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades

A Minha Mensagem

“Adorei passear por aqui e ver todas as mudanças que acontecem contigo, já te disse uma vez que não reconheço nesta nova pessoa, aquele jovem Português contestatário, que passeava muito e fazia parte de um grupo cultural lá da terra. Mudaste muito. Estás mais adulto/maduro.”

E assim a ciloca, num comentário a um post, conta em poucas palavras o que se tem passado por estes lados nestes últimos quase dois anos. Isso mesmo. Tenho mudado ao longo deste tempo. E assim teve de ser desde que aqui cheguei. Tive de mudar a maneira de pensar e de agir, com muito em que pensar antes de o fazer. Estou num país diferente do meu, por isso tive de me tornar, não digo holandês, mas quase. Sistema de trabalho diferente, modo de pagamento semanal, outras leis, direitos e deveres. Tudo diferente, muito diferente. E como diz o velho ditado “Em Roma sê Romano” eu digo “Na Holanda sê Holadês”. Tive de recomeçar aqui com um grande espírito de sacrifício para ir subindo nesta nova escada, onde no inicio, pensei muitas vezes em desistir. Mas graças a Deus, posso dizer que arranjei um par perfeito, para nos apoiarmos mutuamente.

Tive de deixar de contestar com a frequência que me era conhecida e ter de aceitar certas coisas. Deixar os outros falar e não ir atrás, de calar e ouvir e usar a informação em meu favor, procurar a verdade, mexer-me e perguntar, até para mais tarde ajudar outros merecedores. Não deixei de olhar para o meu país, com um pouco de tristeza e angústia também, pois sinto que poderia ser melhor. E embora me custe ter de dizer isto, com aquilo que me chega daí juntamente com aquilo que vejo aqui, cheguei á conclusão que o país está da maneira que está devido à inércia de uma coisa: do povo.

Apenas nós mesmos somos os culpados por não actuarmos, por não aceitarmos certas coisas, por não nos adaptarmos a outras novas e renovar algumas velhas. Por sermos um povo “deixa andar e logo se vê”, por não fazermos sacrifício, mas não um qualquer, falo daquele SACRIFÍCIO. Esse sim, não somos capazes de o fazer.

Quanto ao grupo cultural, tirando família como seria de esperar, é do que sinto mais falta e um dos meus desejos era conseguir trazer cá esse grupo que tanto me orgulho de dizer que pertenci...

...não. Ainda perteço.

 

publicado por Alvaro Faustino às 22:38
música: hino nacional

10
Set 07

Está a chegar aquilo que eu queria que demora-se mais tempo a chegar. O dia de voltar ao trabalho. As férias estão a acabar, terça-feira já volto para a Holanda para um dia a dia de trabalho. Eu sei que esta vida de férias e vida boémia não iria durar sempre, mas porra , poderia durar mais uns dias.

 

Mas lamentos aparte , antes de voltar ainda tenho umas fotos que gostaria de partilhar com todos. Todas elas foram tiradas nestes dias que passei de férias em Portugal. Não que tenha corrido o país de Norte a Sul, mas já deu para visitar alguns locais.

 

 

Como por exemplo, a nossa Veneza. A nossa linda cidade de Aveiro, com os seus canais pelo meio da cidade. Faz-me lembrar Roterdão e os seus canais.

 

 

Almoço em Nazaré e uma subida ao Sitio. Uma imagem que não me canso de rever sempre que lá vou.

 

 

Mosteiro de Alcobaça, onde muito sinceramente, já não me lembrava de visitar , mas também não tive muita sorte neste dia, pois estava a decorrer um casamento e não me deixaram visitar o interior. Enfim, Portugal e o seu Jet 7.

 

 

E claro, como não poderia deixar de ser, como todos os anos, uma ida de dois dias a Fátima onde já tive oportunidade de ver a nova cruz da nova basílica . Digamos que é moderna, agora se fica lá bem ou não, deixo ao vosso critério, quando a virem ao vivo.

 

 

Penso que o nome deste parque, situado em Coimbra, é Parque da Sereia, ou das Sereias. Bonito e tranquilo, tem é que se andar a subir e descer escadas e rampas para se poder visitá-lo.

 

 

Já tinha saudades de visitar este local, também em Coimbra. O Penedo da Saudade, com a sua vista para a cidade e o seu estádio municipal. Um grande investimento do país para as moscas. E algumas pessoas também.

 

 

Já na minha zona tive o prazer de passar uns belos dias à beira mar, com as nossas praias estendidas pelo meio das enseadas.

 

 

Mesmo na semana que cheguei decorreu um evento nas margens do Douro, entre Porto e Gaia, mas penso que não preciso de dizer o que foi.

 

 

O Red Bull Air Race . Prontos, disse-o na mesma.

 

 

Aviação. A minha segunda paixão (tenho que dizer que é a minha segunda, pois a minha esposa fica chateada se não fica em primeiro).

 

Mostro-vos agora imagens da cidade mais bonita que conheço e garanto-vos que conheço muitas. Vila do Conde.

 

 

 

Vista sobre parte da cidade.

 

 

Cidade que pela entrada Sul, pela ponte sobre o Rio Ave, nos recebe com esta imagem do Convento de Santa Clara.

 

 

Pormenor da fachada deste imponente monumento.

 

 

Pela entrada Norte, à saída da A28 , encontramos estes arcos que fazem parte do Aqueduto, construído com precisamente 999 arcos, que faziam o transporte de água para o Convento de Santa Clara.

 

 

Também pelo Norte, mas desta feita quem vem da Póvoa do Varzim, pela marginal, encontra esta igreja de arquitectura diferente. A Igreja do Senhor dos Navegantes. Construída em forma de barco, tanto por dentro como por fora e onde a sua planta a colocou de frente para o mar.

 

 

Os nossos Paços do Concelho e Câmara Municipal.

 

 

A velhinha Igreja Matriz, que neste momento se encontra em restauro e pelo que sei, é uma das mais antigas do país.

 

 

O forte de S. João Baptista mesmo entre o rio (pela esquerda) e o mar (pela direita e em frente).

 

 

Praça dos Descobrimentos. Zona nova da cidade, construída através do programa POLIS.

 

 

Pormenor do local. Sereia, o ser que os marinheiros temiam devido ao seu canto.

 

 

Penso que é o único local em Portugal que ainda tem estaleiros náuticos onde se construem os barcos em madeira. Aqui uma imagem do antigo local onde se relembra, mostra e ensina como se fazem os barcos com este material.

 

 

Local onde se construiu o mais recente cartão de visita. Uma surpresa para mim, que não estava à espera de encontrar esta Nau quinhentista atracada no novo cais em frente à antiga alfandega. Uma réplica fiel ás antigas naus usadas nos Descobrimentos.

 

 

Nem os pequenos pormenores foram esquecidos

 

Esta cidade ficará para sempre ligada aos Descobrimentos, pois era aqui que se produziam as velas usadas pelos nossos marinheiros. Daí ter nascido o gosto pelas rendas de bilros, outro ex-líbris da cidade.

 

Acreditem, quando tiverem oportunidade, visitem esta cidade. Vão ver que não se arrependem.

 

Um pequeno aparte, como o prometido é devido, aqui está a imagem que vos disse que colocaria: o pôr-do-sol visto lá de cima.

 

 

Uma foto que até a posso perder, mas nunca a esquecerei.

publicado por Alvaro Faustino às 00:05

24
Mai 07
O desaparecido voltou. Lá arranjei uns minutinhos para escrever neste espaço. Desde a última vez que aqui escrevi, o mundo já rodou e rodou sem parar. E desde aí já se passaram algumas coisas, desde a multa que apanhei (e doeu bem, ou melhor, vai doer, pois ainda não a recebi em casa), até ás mudanças que se avizinham nesta casa.

Pois, é que o hugorider e a helivera irão mudar-se para uma casa própria e deixarão esta. O que quer dizer que irei ter novos camaradas de casa, neste caso. Vamos ver o que me sai na rifa, porque já conheço alguma gente e casas e deixai-me dizer que apanho cada cromo. Óptimo para quem gosta deste tipo de colecções. Para mim não dá.

Por isso mesmo o meu próximo passo e meta a atingir será arranjar uma casinha para nós, até porque se queremos estar inscritos na Gemente de Roterdão temos de ter casa própria e nós como queremos formar família por estes lados, temos de por os pés ao caminho. Um dia de cada vez, também não há muita pressa pois precisamos de tratar das coisas na nossa casa em Portugal. Acabar as obras principalmente, essa é a principal razão. Graças a Deus de resto tenho tudo em ordem.

Tenho visto a tv portuguesa e continuado a assistir a horas e horas de tempo de antena sobre o (mais que falado) caso de Maddie. Mas como eu não quero dar mais cobertura a esse assunto, adiante.

Sei do tempo que se faz sentir por esses lados, mas temos de ver que estamos nessa altura de trovoadas e seraivadas. Nós por cá, tivemos semana passada, muita chuvinha mas em compensação, temos tido esta semana muito sol. Temperatura de hoje: a rondar os 30 graus. Bom não. Estou com um  bronze que até parece que emigrei para Luanda e não Holanda. Mas também estamos à espera das trovoadas, que pelo que já me disseram, aqui são muito, muito fortes.

Para acabar quero dizer que o mundo pode pular e avançar, mas fá-lo como se fosse uma bola colorida nas mãos de uma criança. Basta nós fazermos por isso.

Um até breve.
publicado por Alvaro Faustino às 22:25
sinto-me: moreno

06
Jul 06

"I have a dream"

Foi com estas palavras que Luther King ficou conhecido. E nós portugueses, neste mundial de futebol, ficamos conhecidos pelas mesmas razões e mais. Mais, porque para além de um sonho, ganhamos respeito, jogamos acima de tudo com o coração, fomos dignos e respeitadores dentro e fora das quatro linhas, enfim, mostramos ao mundo onde fica Portugal e qual o seu significado. Pela 1º vez gostei de ver a selecção a jogar, sem agredir ninguém, sem causar problemas, sem dar uma má imagem do país e dos portugueses, ao contrário de outras selecções, principalmente a holandesa, que me decepcionou bastante nesse aspecto

Acabou o sonho, mas desta vez acabou mais tarde. Perdemos a meia final, mas soubemos perder. Acima de tudo, para além de mostrarmos como se ganhava um jogo, mostramos como se perde um. Mostramos que não precisamos uma equipa cheia de vedetas, mas sim, de uma equipa unida por um sonho. Os portugueses mostraram-se solidários com esse sonho e não devemos ficar decepcionados com a prestação da selecção, bem pelo contrário, devemos estar muito orgulhosos por ela, porque sem contarmos, ela ajudou-nos a ser mais respeitados pelos outros que não acreditavam em nós.

E agora que acabou, o que poderemos fazer para merecer e respeitar o trabalho daqueles homens? Trabalhar. Eles já fizeram a sua parte. E você, que irá fazer para enaltecer o nome deste pequeno país? E vós políticos, que ireis fazer para melhorar a qualidade de vida dos portugueses? Todos nós sabemos que somos um país habituado a sofrer, mas não será altura de parar? Todos nós, pelo menos eu, não nos importaríamos de sofrer mais um pouco, desde que tivéssemos resultados concretos e palpáveis na vida. Agora, dar sangue, suor e lágrimas, muitas vezes ao longo de uma vida e chegar ao fim e não ter nada, é sofrer em vão.

Principalmente aos políticos, dirijo esta mensagem, pois está primeiro nas suas mãos a mudança do país. Os portugueses em geral e em várias ocasiões, que não só o futebol, provaram que se conseguem unir e sofrer por sonhos, desde que tenham resultados para todos e não só para alguns.

O Fim de Um Sonho... foi com este titulo que comecei este artigo. Mas agora termino com outro.

Tenho o sonho de que será a partir de agora que Portugal navegará em frente e enfrentar de cabeça levantada todas as tempestades que encontrará pelo caminho e que seja, finalmente, um país modelo para todos. É este o meu sonho. E poderá ser realizado, se todos se unirem como fizeram na selecção.

VIVA PORTUGAL

Será sempre um país heróico, nobre, valente e imortal. Tal como no hino:

"Levantai hoje de novo, 

O esplendor de Portugal."

publicado por Alvaro Faustino às 00:49
sinto-me: força lá cambada
música: O hino, claro
tags:

10
Jun 06

O 10 de Junho nasce com a República

As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades na perspectiva de Conceição Meireles, especialista em História Contemporânea de Portugal.

Após a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, foram desenvolvidos trabalhos legislativos, “e logo em 12 de Outubro saiu um decreto que estipulou os feriados nacionais”. Alguns feriados “desapareceram, nomeadamente os ditos feriados religiosos, uma vez que o objectivo da República era justamente laicizar a sociedade e subtraí-la à influência da igreja”, explica Conceição Meireles, professora de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

“Os feriados que ficaram consignados por este decreto de 12 de Outubro de 1910 foram o Primeiro de Janeiro, que era o dia da Fraternidade Universal; o 31 de Janeiro, que evocava a revolução – aliás, falhada - do Porto, e que portanto era consagrado aos mártires da República; o 5 de Outubro, vocacionado para louvar os heróis da República; o Primeiro de Dezembro, que era o Dia da Autonomia e o Dia da Bandeira; e o 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar essa festa religiosa que era o Natal”.

O decreto de 12 de Junho dava “aos municípios e concelhos a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Daí a origem dos feriados municipais”, lembra a especialista. “Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões”, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu “Os Lusíadas”.

 

E porquê um dia em honra de Camões?

 

“Camões representava justamente o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial”. Era essencialmente este o significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, isto “apesar de ser um feriado exclusivamente municipal no tempo da República”, lembra Conceição Meireles.

Com o 10 de Junho, “os republicanos de Lisboa tentaram evocar a jornada gloriosa que tinham sido as comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia”.

 

A três dias do Santo António...



O 10 de Junho “fica muito próximo da festa religiosa que é o 13 de Junho, ou seja, o dia de Santo António, essa sim tradicionalmente feita e realizada em Lisboa”. Conceição Meireles refere que, com essa proximidade de datas, “os Republicanos tentaram de certa forma esbater o 13 de Junho, Dia de Santo António, em favor do 10 de Junho, Dia de Camões”.

 

 

O 10 de Junho no Estado Novo

 

“O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo”, um regime instituído em Portugal em 1933, sob a direcção de António de Oliveira Salazar. É nesta altura que o dia de Camões passa a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deve-se bastante à reprodução que vai sendo feita “através dos meios de comunicação social”, explica Conceição Meireles.

“Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuava a ser o Dia de Camões”. O regime procurou dar alguma continuidade “a muitos aspectos que vinham da República”. Ou seja, “apropriou-se de determinados heróis da República, mas não no sentido positivista, não no sentido laico que os Republicanos lhe queriam dar”. O Estado Novo ampliou alguns desses aspectos “num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica, numa vertente comemorativista e propagandística”.

Ana Correia Costa
In JornalismoPortoNet
E assim temos o surgimento de mais um feriado em Portugal, este ano com a infeliz particularidade de calhar num sábado. Mas adiante com a vida temos outro na quinta. Tirando os lisboetas e amigos que comemoram o St. António, que com jeitinho, nem vão trabalhar esta semana, também se forem, calha dia sim dia não. Aqui para o norte o S. João vai calhar um sábado. Nem vai saber bem, mas festa é festa e um S. João na cidade de Vila do Conde, eu não perco, seja ele um sábado, domingo ou outro dia quaquer. 
publicado por Alvaro Faustino às 00:50

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